Numa apresentação dinâmica e divertida, o G Teatro apresentou o Auto da Barca do Inferno, no Auditório da AMAL, para uma plateia constituída por mais de 260 pessoas, maioritariamente alunos do 9.º ano de escolaridade.
Esta alegoria de Gil Vicente, representada, pela primeira vez em 1517, constitui a primeira parte da designada Trilogia das Barcas, constituindo uma sátira impiedosa da sociedade lisboeta das décadas iniciais do Século XVI.
"O cenário é uma espécie de porto, onde se encontram duas barcas: uma com destino ao inferno, comandada pelo diabo, e a outra, com destino ao paraíso, comandada por um anjo. Ambos os comandantes aguardam os mortos, que são as almas que seguirão ao paraíso ou ao inferno”.
Passados praticamente seiscentos anos, a farsa, que reporta ao juízo final católico, aborda temas e personagens com uma atualidade surpreendente.
O G Teatro fez esta ponte com a modernidade de uma forma genial, chamando para o palco alguns alunos, que, de uma forma espontânea e não ensaiada, participaram na própria apresentação.








