Depois da sessão inaugural do Festival a escritora Margarida Fonseca Santos foi a primeira a estar à conversa com os alunos dos 2º e 3º ciclos. A autora começou por contar uma história na qual os objetos do dia-a-dia desfilavam o enredo da narrativa e onde eram os protagonistas.
Com um discurso muito próximo da plateia, que estava completamente cheia, Margarida Fonseca Santos abordou seguidamente dois livros de sua autoria que foram trabalhados pelos alunos nas aulas de Língua Portuguesa, dando, contudo, especial atenção à obra intitulada 7 X 25 Histórias da Liberdade.
Deste conjunto de histórias contadas por objetos, destacou a do semáforo que parou a coluna militar liderada por Salgueiro Maia, que vinha de Santarém para Lisboa. "Imaginem, um semáforo parou o andamento de uma revolução" disse a autora.
Da série de livros de objetos que contam histórias falou igualmente do intitulado 7 X 11 Histórias de Futebol que escreveu em cumplicidade com o lourinhanense Rui Tovar de Carvalho, reputado jornalista desportivo.
A sessão não podia terminar sem que um autêntico bombardeamento de perguntas viesse do lado do público, sedento de perceber as motivações da escritora, que era professora de música, tendo enveredado pela escrita, através da compilação de histórias que contava aos seus filhos, quando eram crianças.








