Pegar em fatos históricos e cruzá-los com lendas, passar tudo isto à escrita de um romance histórico mas em literatura juvenil foi o que o historiador Carlos Guardado da Silva fez para contar uma das imensas histórias das Linhas de Torres Vedras.
As Linhas de Torres, assim conhecidas, foram um sistema defensivo idealizado para parar a invasão do país levada a cabo pelas tropas francesas no início do século XIX.
A sede de aumentar incessantemente o seu império levou Napoleão a ordenar sucessivamente a invasão de Portugal que para se defender contou com a ajuda do seu aliado inglês.
Parte do trabalho militar foi o da construção de fortes e redutos que constituíram o sistema defensivo das Linhas de Torres. O enredo do livro passa-se, então, em torno de um jovem que, como tantos jovens da sua idade, alistou-se nos exércitos de Napoleão e, aos 30 anos, integrou o Exército de Portugal, comandado por André Massena, com a missão de invadir de novo o reino luso.
Corbeau, de seu nome, atravessou os Pirinéus sob a chefia de Clausel, com quem partilhava a terra natal – Mirepoix – um pequeno burgo ao Sul da França, e a Amizade cimentada em palcos da guerra. Corbeau chegou às Linhas de Torres Vedras, a 12 de Outubro de 1810, tendo conhecido, na igreja da pequena aldeia de Matacães, uma jovem de nome Maria, por quem se apaixonou. Maria tornara-se a sua Amiga, confidente e enfermeira, mas também a sua eterna lembrança.
Com ilustrações de Daniel Silvestre da Silva a narrativa é contada de duas formas complementares. Aliás, Daniel Silva relembrou que o papel da ilustração passou de meramente decorativo a ser uma das partes dos livros, contendo informação e ajudando a contar as histórias.
Noutros contextos as ilustração pode assumir um papel altamente importante e até subversivo na narrativa. Pode, como atrás foi referido, ser complementar mas pode igualmente contar outra história ou desenrolar-se no sentido oposto da escrita.
Com ilustrações de Daniel Silvestre da Silva a narrativa é contada de duas formas complementares. Aliás, Daniel Silva relembrou que o papel da ilustração passou de meramente decorativo a ser uma das partes dos livros, contendo informação e ajudando a contar as histórias.
Noutros contextos as ilustração pode assumir um papel altamente importante e até subversivo na narrativa. Pode, como atrás foi referido, ser complementar mas pode igualmente contar outra história ou desenrolar-se no sentido oposto da escrita.









