quarta-feira, 14 de maio de 2014

Nuno Júdice



Nasceu 1949, em Mexilhoeira Grande, no Algarve. Poeta, ensaísta e académico, licenciou-se em Filologia Românica e doutorou-se em Literatura Românica Comparada, na Universidade Nova de Lisboa, onde é Professor Associado. Exerce atividade regular como crítico e ensaísta, quer no âmbito das atividades universitárias, quer em jornais, como o Expresso e o JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias. Foi diretor da revista Tabacaria e dirige atualmente a Colóquio Letras, publicação da Fundação Calouste Gulbenkian. Dedicou-se, em particular, aos estudos anterianos e sobre o Modernismo português, tendo participado em edições fac-similadas das revistas Portugal Futurista, Centauro e Sudoeste, editadas pela Contexto Editora.

Foi o responsável pela Língua e Cultura Portuguesa, na organização do Pavilhão Português, na Exposição de Sevilha, em 1992, bem como pela área de Literatura, na Sociedade Portugal-Frankfurt, em 1997, e exerceu funções de Conselheiro Cultural em Paris.

O seu primeiro livro de poesia foi A Noção do Poema (em 1972). Publicou obras como A Partilha dos Mitos, A Condescendência do Ser, Enumeração de Sombras, Um Canto na Espessura do Tempo, Meditação Sobre Ruínas, O Movimento do Mundo, Fórmulas de uma Luz Inexplicável ou Navegação de Acaso. Escreveu obras de ficção, como Plâncton, A Manta Religiosa, O Complexo de Sagitário ou A Implosão. É autor de diversos ensaios, entre os quais se destaca uma tese de doutoramento sobre literatura medieval e o volume O ABC da Crítica.

Foi galardoado com diversos prémios, como o Pen Clube (1985), Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus, (1990), Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1994), Prémio Nacional de Poesia Ramos Rosa (2007) ou o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, em 2013.